A cidade de Campinas estuda faixa azul para motos como medida emergencial de segurança viária, especialmente na movimentada Avenida Norte-Sul. A proposta, inspirada na capital paulista, está em fase de análise técnica e será enviada à Secretaria Nacional de Trânsito para aprovação. A ideia é simples e urgente: criar um corredor exclusivo para motociclistas, reduzindo o número de acidentes e mortes que assolam as ruas da metrópole.
O projeto de Campinas estuda faixa azul para motos após levantamento da Emdec revelar números alarmantes. De janeiro a maio de 2025, das 27 mortes registradas no trânsito urbano, 14 envolviam motociclistas ou garupas. Isso significa que mais da metade dos óbitos no tráfego da cidade está ligada às motos. A situação se agravou ao longo dos anos e exige uma resposta rápida e estruturada do poder público.
Campinas estuda faixa azul para motos com base em experiências de sucesso em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. A capital paulista foi pioneira na criação da faixa azul, implantando o primeiro trecho em 2022 na Avenida 23 de Maio. O resultado surpreendeu: nenhuma morte registrada em um ano. Hoje, São Paulo já conta com mais de 220 quilômetros do corredor exclusivo e planeja expandir ainda mais.
O trecho inicial onde Campinas estuda faixa azul para motos fica entre a Avenida Orosimbo Maia e a Rua Gustavo Armbrust, no sentido bairro-centro, atravessando o Cambuí até a região central. Segundo a Emdec, essa parte da cidade apresenta fluxo intenso de motocicletas, o que a torna ideal para o projeto-piloto. A escolha do local visa testar o impacto imediato da medida antes de expandi-la para outras vias do município.
Os estudos que justificam porque Campinas estuda faixa azul para motos começaram em maio de 2024. Desde então, diversas avenidas foram analisadas, mas a Avenida Norte-Sul destacou-se por sua extensão, fluxo constante e alto índice de acidentes envolvendo motos. A faixa azul surge como uma solução viável, de fácil implantação e de resultado comprovado em outras metrópoles.
Campinas estuda faixa azul para motos como parte de uma estratégia mais ampla de reorganização viária. A proposta também considera os dados do Infosiga, que mostram que entre janeiro e junho de 2025, 698 motos se envolveram em acidentes no município, ficando atrás apenas dos automóveis. Entre essas ocorrências, 522 foram colisões, apontando a principal forma de acidente nas vias da cidade.
Além do aspecto técnico, Campinas estuda faixa azul para motos como um compromisso com a vida. Em uma cidade onde o número de motociclistas cresce ano após ano, oferecer uma estrutura que os proteja é obrigação do poder público. A medida também deve impactar positivamente o fluxo geral do trânsito, com menos interrupções causadas por sinistros e maior organização das faixas de rolamento.
Se aprovada, a proposta que Campinas estuda faixa azul para motos poderá se tornar referência nacional. A cidade dá um passo à frente na valorização da segurança sobre duas rodas, demonstrando que planejamento urbano e respeito à vida podem caminhar juntos. O projeto ainda está em fase inicial, mas já desperta expectativa entre condutores e especialistas em mobilidade urbana.
Autor: Mia Wilson

