Como comenta o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia ainda é cercada por um dos maiores obstáculos da prevenção: o medo do desconforto. Muitas mulheres adiam o exame por receio da dor ou por experiências negativas anteriores. No entanto, os avanços tecnológicos vêm transformando essa realidade, trazendo equipamentos mais modernos, técnicas aprimoradas e uma abordagem mais humanizada no atendimento.
O que mudou na mamografia com os avanços tecnológicos?
A evolução tecnológica trouxe melhorias significativas para a mamografia, principalmente no que diz respeito à qualidade das imagens e ao tempo de realização do exame. Equipamentos digitais mais modernos permitem capturar imagens com maior precisão, reduzindo a necessidade de repetições e tornando o processo mais ágil.
Além disso, tecnologias como a mamografia digital e a tomossíntese ampliaram a capacidade de visualização do tecido mamário. Como explica Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, isso significa que o exame consegue identificar alterações com mais clareza, o que aumenta a segurança do diagnóstico. Embora o foco principal dessas inovações seja a precisão, elas também impactam indiretamente o conforto, já que exames mais rápidos tendem a gerar menos desconforto prolongado.

A mamografia ainda causa desconforto ou isso foi superado?
Apesar dos avanços, a mamografia ainda pode causar algum nível de desconforto. Isso ocorre porque a compressão da mama é uma etapa essencial do exame, necessária para garantir imagens nítidas e reduzir a sobreposição de tecidos. Conforme Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa compressão, embora breve, pode gerar sensações incômodas, especialmente em mulheres mais sensíveis.
No entanto, é importante destacar que a intensidade do desconforto varia bastante. Fatores como sensibilidade individual, período do ciclo hormonal e até o estado emocional no momento do exame influenciam diretamente a percepção. Em muitos casos, o desconforto é mais leve do que o imaginado, especialmente quando o exame é realizado com equipamentos modernos.
Outro ponto relevante é a mudança na abordagem dos profissionais. Hoje, há uma maior preocupação com o acolhimento e a comunicação durante o procedimento. Explicar cada etapa, ajustar o posicionamento com cuidado e respeitar os limites da paciente contribuem significativamente para uma experiência mais tranquila. O desconforto pode não ter sido eliminado, mas foi, em muitos casos, reduzido, destaca Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, doutor e ex-secretário de Saúde.
O que pode ser feito para tornar a experiência mais confortável?
Existem estratégias simples que podem ajudar a reduzir o desconforto durante a mamografia. Uma delas é escolher o momento adequado para realizar o exame. Evitar períodos próximos ao ciclo menstrual, quando as mamas tendem a estar mais sensíveis, pode fazer diferença na percepção da dor. Optar por dias em que o corpo esteja mais estável contribui para uma experiência mais tranquila.
Outro fator importante, de acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, é a escolha do local onde o exame será realizado. Clínicas com equipamentos modernos e equipes bem treinadas tendem a oferecer uma experiência mais confortável. A qualidade do atendimento influencia diretamente na forma como o procedimento é conduzido. Profissionais experientes sabem ajustar a técnica conforme a necessidade de cada paciente.
A preparação emocional também tem impacto. Ansiedade e tensão podem aumentar a sensibilidade e tornar o exame mais desconfortável do que realmente é. Buscar informações, esclarecer dúvidas e entender o processo ajudam a reduzir esse efeito. Quando a paciente sabe o que esperar, a tendência é que o corpo responda de forma mais relaxada. Esse preparo mental contribui para uma experiência mais leve e controlada. A experiência não depende apenas da tecnologia, mas também da forma como a paciente se posiciona diante do exame.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

