A relação com a casa mudou. Conforme Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, o ambiente deixou de ser apenas um espaço para receber visitas e passou a concentrar descanso, trabalho, convivência e momentos de pausa. Nesse cenário, o design de interiores começa a considerar não apenas a aparência e a funcionalidade, mas também a maneira como cada espaço interfere na experiência cotidiana. O conforto emocional surge justamente dessa necessidade de criar ambientes que façam sentido para quem vive neles.
Descubra mais detalhes a seguir!
Quando a casa passa a ser pensada para fazer bem?
Durante muito tempo, projetos residenciais foram avaliados principalmente pela distribuição dos móveis, escolha de acabamentos e composição estética. Esses aspectos continuam importantes, mas já não explicam sozinhos a qualidade de um ambiente. Iluminação, circulação, acústica, temperatura, organização e escolha de materiais também podem influenciar a sensação de tranquilidade ou desconforto durante a permanência em determinado espaço.
Essa mudança está relacionada ao modo como as pessoas utilizam a própria casa. Um mesmo ambiente pode precisar funcionar como escritório durante o dia, espaço de convivência à noite e local de descanso em outro momento. Por isso, o projeto precisa acompanhar diferentes necessidades sem criar excesso de estímulos ou dificultar a rotina. A organização dos móveis, a iluminação e a escolha dos elementos decorativos podem contribuir para que essas transições aconteçam de maneira natural.
Para Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, essa percepção amplia o papel do design de interiores. O projeto não precisa buscar apenas uma composição visualmente interessante, mas considerar como os moradores realmente utilizam cada ambiente. A beleza passa a trabalhar junto com praticidade, conforto e identidade. Essa combinação permite criar espaços que façam sentido para a rotina e que permaneçam funcionais mesmo quando os hábitos da família mudam. Dessa forma, cada escolha estética também pode cumprir uma função concreta dentro da experiência de morar.
Por que os sentidos ganharam espaço nos projetos?
A experiência de um ambiente não acontece somente pela visão. Texturas, iluminação, sons, temperatura, materiais e até a sensação de amplitude participam da forma como uma pessoa percebe determinado espaço. Uma sala pode ter móveis sofisticados, por exemplo, mas transmitir desconforto se a circulação for prejudicada ou se a iluminação não estiver adequada às atividades realizadas ali.

Daugliesi Giacomasi Souza destaca que a escolha dos materiais também pode modificar essa experiência. Madeira, tecidos, pedras, fibras naturais e superfícies com diferentes texturas acrescentam estímulos que tornam o ambiente menos impessoal. O objetivo não é preencher todos os espaços com elementos, mas selecionar aqueles que contribuem para a atmosfera desejada.
Como a natureza pode contribuir para essa sensação?
A presença de elementos naturais ganhou força nos projetos justamente porque pode criar uma percepção diferente dentro dos ambientes. Plantas, madeira, fibras, pedras, iluminação natural e vistas para áreas externas são recursos capazes de aproximar a residência de referências encontradas fora dela. Essa integração também pode ajudar a criar espaços visualmente menos rígidos.
A luz natural merece atenção especial nesse processo. Além de contribuir para a percepção das cores e texturas, ela modifica o ambiente ao longo do dia e permite que a residência acompanhe as mudanças de luminosidade do lado externo. Cortinas, posicionamento dos móveis e escolha das superfícies podem ser planejados para aproveitar melhor essa característica.
Daugliesi Giacomasi Souza observa que esse tipo de escolha também pode contribuir para uma decoração mais acolhedora. A natureza não precisa aparecer apenas por meio de plantas espalhadas pela casa. Ela pode estar presente na materialidade, nas cores, na iluminação e na própria relação entre os espaços internos e externos. Essa abordagem permite criar ambientes que transmitam maior sensação de tranquilidade e proximidade, sem depender de elementos decorativos excessivos. O resultado pode ser uma composição mais equilibrada, capaz de aproximar o cotidiano doméstico de referências naturais de maneira sutil e funcional.
Para conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pela DGdecor e acompanhar conteúdos sobre interiores, arquitetura e decoração, acesse o Instagram @dgdecor.construir.

