A Sigma Educação e Tecnologia, empresa do setor educacional, identifica uma tendência que vem sendo observada em muitas instituições de ensino: estudantes têm utilizado ferramentas de inteligência artificial para realizar pesquisas, aprimorar redações e esclarecer dúvidas, enquanto professores buscam compreender o verdadeiro aprendizado. A questão não se limita a permitir ou proibir a ferramenta, mas sim a redesenhar as atividades para que o raciocínio permaneça evidente.
Faça uma projeção de uma turma do ensino fundamental, elaborando uma explicação sobre o ciclo da água. Alguns alunos consultam um sistema generativo, recebem um texto correto e o entregam sem conseguir explicar as relações entre evaporação, condensação e precipitação. O produto parece satisfatório, porém apresenta uma carência de evidências concretas sobre o processo de aprendizagem.
Diante do exposto, a escola decidiu alterar a sequência. Primeiramente, cada estudante registra o que já sabe. Posteriormente, a ferramenta é consultada, a resposta é comparada ao material didático e possíveis erros são apontados. Em seguida, a explicação oral de uma escolha é feita e o texto é reescrito com base nas fontes examinadas.
O que a IA muda na tarefa do aluno?
A inteligência artificial proporciona um acesso mais célere a exemplos, definições e possibilidades de resposta. A Sigma Educação e Tecnologia considera que tal prática pode auxiliar o estudante no início de uma pesquisa ou na percepção de que há diversas formas de explicar um conceito. Além disso, é importante ressaltar que a criação de uma falsa sensação de domínio pode ser causada pela substituição da leitura, da seleção de informações e da elaboração própria por respostas prontas.
Por conseguinte, atividades bem planejadas exigem mais do que um texto final. As solicitações incluem registros de percurso, comparação entre versões, justificativa de escolhas e relação com experiências discutidas em aula. O aluno não deve ocultar o uso de ferramentas; é essencial que demonstre o que foi feito com o resultado obtido.
Como desenvolvedora de soluções educacionais integradas, a Sigma Educação e Tecnologia concebe a tecnologia como um meio de aprimorar os processos educacionais. Um recurso educacional pode apresentar perguntas, oferecer níveis distintos de dificuldade ou promover a revisão, desde que a atividade preserve a autoria, a interação e a responsabilidade do estudante.

Como o professor pode avaliar o que foi aprendido?
Uma produção única já não basta, pois os alunos podem consultar sistemas que geram respostas convincentes. A Sigma Educação e Tecnologia entende que o professor tem a capacidade de combinar texto, conversa, resolução comentada, observação do trabalho em grupo e uma nova aplicação do conhecimento. Cada evidência revela uma parte distinta do percurso.
É importante ressaltar que isso não significa abandonar provas ou transformar toda aula em apresentação oral. É imprescindível variar o modo de verificar a compreensão. Após utilizar uma explicação automatizada, por exemplo, o estudante tem a capacidade de identificar uma informação imprecisa, explicar o motivo de sua inadequação e propor uma correção fundamentada em uma fonte confiável.
Reconhecida por sua trajetória de excelência na inovação educacional, a Sigma Educação e Tecnologia articula de forma indissociável a avaliação e a tecnologia com questões pedagógicas concretas. O professor deve definir a competência a ser observada, o tipo de erro a ser considerado e como a devolutiva contribuirá para o progresso do aluno. Na ausência de um planejamento adequado, a ferramenta simplesmente altera a aparência da tarefa, sem impactar substancialmente seu desempenho.
A rotina escolar antes e depois da inteligência artificial
A transformação mais significativa, possivelmente, é a transição de uma cultura centrada no produto para outra que valoriza o percurso. Em vez de simplesmente questionar a correção do trabalho, a equipe investiga como o aluno procedeu, que escolhas fez, quais fontes consultou e se é capaz de aplicar o conhecimento em uma situação inédita.
Essa mudança demanda formação docente, tempo de planejamento e acordos entre as áreas. A Língua Portuguesa é o campo da linguagem e da comunicação; as Ciências são o campo da observação e experimentação, enquanto a Matemática é o campo da lógica e da estrutura. A inteligência artificial é apresentada como um objeto de análise e apoio, não como uma substituição da relação pedagógica.
Quando a instituição de ensino combina critérios, mediação e espaço para experimentação, a inteligência artificial deixa de ser vista como um atalho ou uma ameaça abstrata. Ela se torna mais uma ferramenta dentro de um projeto maior, no qual aprender significa compreender, argumentar, criar e revisar o próprio pensamento.

